A “conexão” que a tecnologia não substitui

                                                  Por Bruna Ignacio     

   No presente texto de análise direcionado a este site, vou procurar abordar um assunto contemporâneo e que diz respeito a muitos; porém focalizando tal questão à área infante juvenil.
   É perceptível que na modernidade as pessoas sem darem conta encontram-se plugadas às redes sociais e diferentes websites; que é acessível em diferentes horas e locais, o que torna incontrolável ter noção do tempo que se fica conectado; diversas pesquisas relatam este tempo disponibilizadas à web aumenta significativamente nos últimos tempos, e principalmente nos acessos aos sites de relacionamento pessoal, demostrando uma carência afetiva e de relacionamento pessoal/presencial.
   Mas no século atual, é mesmo difícil de encontrar alguém que ainda não tenha se rendido, pois são práticas na comunicação nos dias de hoje. Sejam para conversar com amigos ou familiares, jogos, consultas de modo geral ou até mesmo para passar o tempo. De fato, hoje os smartphones, tablets, notebooks ou outros meios de conexão à web, já conquistou a todos e já faz parte da vida de muitas pessoas.
   Mesmo com tantas questões positivas a seu respeito, o uso excessivo das redes sociais pode levar a algo muito ruim.
   Há uma relação entre o uso das redes sociais com frequência incontrolável, e o aumento da chance do surgimento ou desenvolvimento de problemas de saúde mental.
   Ficar online para quem não nasceu nesta era tecnológica, é uma questão que o levará pensar bastante. Tempos atrás o contato com o outro era feito por telefones com fio; famílias se reuniam na sala para assistir TV, ou então quando não se viam as nostálgicas longas filas nos orelhões, as ceias sempre com a família em volta da mesa compartilhando do seu cotidiano, relatando fatos ocorridos, interagindo e vivenciando o momento em família, as crianças nas ruas, lotando a cada esquina com suas brincadeiras, onde os pais tinham que gritar chamando estas e alertando ser fim o dia ou à tardinha e que deveriam tomar seu banho e realizar seu lanche vespertino, pois com toda s as brincadeiras de pique-tá, pique-pega, carniça e outras a criançada perdia a noção do tempo. O que hoje é totalmente o inverso com, as crianças trancadas em suas casas, quartos, seus espaços individuais e as ruas vazias, ceias sendo realizadas individualmente mesmo com toda a família na mesma residência ou ainda com todos presente à mesa, porém com seus olhos e a atenção focados em seus smartphones; por vezes isolados em um cômodo assistindo TV (possivelmente até o mesmo programa dos outros), nos seus eletrônicos, ou seja, cada um no seu canto, não havendo interação familiar, somente pessoas que convivem embaixo do mesmo teto sem saber se quer como foi o dia uns dos outros. Prejudicando o convívio familiar e social.
   Esse isolamento segundo estudos é, e pode ser considerado um dos sintomas da depressão, pode demonstrar e ser observada a perda de interesse por outras atividades, a fuga dos problemas já tendo sido considerado o mal do século, fazendo com que possibilite vivenciar ou criar uma realidade que não é sua.
   Os pais devem estar bastante atentos aos sinais no comportamento das crianças. Infelizmente muitos pais utilizam desses aparelhos eletrônicos e essa vasta tecnologia para presentear ou distrair suas crianças, achando que estão suprindo a sua ausência. Interaja, escute, apoie, ao retornar a residência procure saber como foi o dia do seu filho, conheça seus reais sentimentos e comportamentos. O papel dos pais é muito importante e fundamental para o desenvolvimento da criança.
   Não deixe que a criança chegue a sofrer de – insegurança, solidão, agressividade gerando futuros problemas escolar entre outros – por algo que é possível e fundamental ser oferecido à mesma – sua atenção e a presença familiar.
   Caso necessário procure um especialista, um profissional psicólogo.
   Não só dê presentes, mas se faça presente na vida dos seus filhos.
  
  

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