Não sei se caso ou se compro uma bicicleta

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Quem nunca ouviu esta frase de uma mãe, uma tia ou uma amiga? A verdade é que muitos de nós responderíamos “por que não ambas?”, porém nem sempre podemos ter todas as opções.
Lidamos com escolhas o tempo todo na vida, seja que roupa vamos a uma festa, o que queremos comer no final de semana, até decisões como que carreira seguir, se damos um passo maior em um relacionamento, se compramos aquele carro que queríamos ou fazemos aquela viagem, entre tantas outras escolhas. Mas por que será que em alguns momentos é tão difícil escolher? Normalmente escolher significa abrir mão de uma das opções e não ter certeza que escolheu a opção certa ou até mesmo se deparar com pensamentos do tipo “e se tivesse escolhido diferente como estaria minha situação agora?”, todavia a cada passo que damos temos 50% de chances tanto de dar certo, quanto de dar errado, a certeza é praticamente impossível.
Pegando emprestado o ensinamento do livro de uma das minhas professoras da graduação cuja disciplina era de Existencial Humanista, a escolha gera angústia. Escolher leva ao homem a se responsabilizar por sua própria história e a incerteza, o estar sempre em aberto, a falta de controle que vem com ela é causadora de angústia, porém é por meio da angústia e da apropriação de suas escolhas que o indivíduo se singulariza. “Nossa essência se constitui à medida que somos, não havendo possibilidades de previsibilidades e cálculos…Suportando a condição de estar em aberto, compreendendo a liberdade de “decidir” o que é ser homem, cabe-nos a apropriação das nossas escolhas na existência. Essa apropriação é aquilo que podemos chamar de singularização. O adoecimento psíquico ocorre exatamente por não suportarmos a condição de abertura, criando uma restrição de sentido e nos aferreando a um modo de ser que pretendemos defender a qualquer custo….Em nossas ilusões de controle sobre o devir , não pensamos a angústia como sinalização da nossa condição mais própria, tampouco como possibilidade de singularização e o preço a ser cobrado por essas ilusões arbitrárias é justamente a angústia que surge quando, por alguma razão, as ilusões de controle e previsão começam a ruir”.
A questão é que independente de qual situação nos depararmos com a escolha, não têm como controlar e prever o que acontecerá em seguida e esta necessidade de controle pode fazer com que o indivíduo com o medo do fracasso acabe paralisando. Não deixe que seus medos e incertezas tomem conta de você. Analise os prós e contras de suas opções e escolha de acordo com o que acha melhor pra você naquele momento e se mais pra frente descobrir que não era aquilo que queria, fiquei tranquilo, novos caminhos e oportunidades sempre virão!
Escrito por Juliana Tostes

Citação do livro “Angústia e Existência na Contemporaneidade” de Jurema Barros Dantas.


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